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921 days ago
O sonho da revolução, inventado pelos jovens dos anos 60, foi um dos arquétipos mais poderosos do século XX. A geração seguinte, que é minha, recebeu esse bastão de seus pais. E não passará adiante. A idéia de revolução - como objetivo de vida, como destino histórico, como esperança de salvação coletiva - está morta. Minha geração não viu um Fidel Castro heróico, cheio de boas possibilidades, tomar o poder em Cuba de modo cinematográfico. Nós já conhecemos o Fidel autoritário, entronizado no poder, impondo discursos intermináveis a um povo congelado no tempo, impedido de ir e vir, enviado para o paredão por pensar diferente. Che Guevara, para minha geração, é um ícone numa camiseta. Ou um jovem de outro tempo que tinha o péssimo hábito de se fazer acompanhar por fuzis e pistolas. O mito romântico do revolucionário envelheceu junto com a geração que gestou. A chegada do poder dos líderes de esquerda na América Latina nos últimos anos joga uma caçamba de cal sobre a idéia do herói ...
941 days ago
Em Homem-Aranha 3, Parker já se encontra mais confortável no uniforme azul e vermelho. Se no filme anterior ele se encontrava indeciso em relação ao seu novo papel para a cidade de Nova York, neste ele já está habituado a ser o amigo da vizinhança e salvar os dias na Big Apple. Enquanto o romance com Mary Jane (Kirsten Dunst) parece caminhar para algo mais sério, ela mesma continua tentando a sorte como atriz, conseguindo até um papel numa peça da Broadway. Mas as dificuldades não demoram a aparecer na vida do nosso herói. Desta vez, três vilões aparecem na vida do Homem-Aranha. Primeiramente, temos Harry Osborn (James Franco), que está louco para vingar a morte de seu pai, Norman (Willem Dafoe). Para quem não se lembra, o ricaço vestia a armadura do Duende Verde em Homem-Aranha (2002) e a parafernália do vilão está disponível para seu filho, que não pensará duas vezes em usá-la contra o aracnídeo em busca de sua vingança. Além disso, o bandido Flint Marko (Thomas Haden Church), que ...
948 days ago
Possivelmente estaríeis a imaginar o porque de ter escrito este texto e não argumentado através do diálogo ou do discurso falado. Digo-vos que com a escrita posso ser mais exato em comunicar pensamentos do que pela fala: pois poderia incorrer na falta de dizer mais – ou menos – do que deveria. Outrossim, ressalto que este texto não foi revisado o que, possivelmente percebas, seja por uma vírgula indevida ou uma concordância não bem colocada. A segunda questão que acaso faríeis certamente seria o saber o motivo desta. Como não gosto de introduções permito que a medida que vou manchando o papel, possas por ti mesmo perceber aonde quero chegar. Mas posso assegurar-vos que me encontro num beco escuro e solitário da mesquinha existência humana. É como uma autobiografia em que tenho de me esforçar por fazer-vos compreender a mim mesmo sem revelar-me por inteiro. Como vos disse, estou num beco: entrei nele desde o nascimento, mas me apercebi de sua existência apenas na maturidade; o que, ...



