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-+Na ponta do dedo... ao canto da sala.
1106 days ago
alguém o empurrou para lá, talvez com a sua conivência e inércia.   a vida, tal como o próprio ainda hoje diz, não é fácil. para a maioria dos mortais. tem no entanto consciência que para outros será ainda pior. leve consolo, ou descarga de culpas, forma de agradecer a confusão em que  a sua se converteu.   teve engenho, garra, coragem até. ainda tem. não se iludiu, mas não parou no momento certo. não parou quando o fim era mais que previsível.a vida, sempre a vida, puxavam-no no sentido oposto.   acarinhado, respeitado e apreciado até, por muitos, muito mais pela fonte da sua vida.   calmo por norma na sua forma enérgica de viver; carinhoso com comportamentos estranhos a si mesmo, quando se afundavanos problemas que chamava a si e que recusava partilhar. esta recusa não era de intensão autoritária, antes uma tentativa de proteger os que o rodeavam a quem aqui e ali rogava por auxílio silencioso.   o poço é mais fundo visto debaixo do que do ...
-+Esvaír
1176 days ago
Não sei por onde tenho andado! Nem  para onde vou ou deva ir! Tenho andado parado; depois de muito correr.  Quero voltar a correr, porém sem pressa. Compromissos descomprometidos.   Fico aqui a olhar para as letras quem encimam as teclas. Vontade enorme de me soltar. Soltar aquilo que involuntariamente aprisiono. Faltam-me as palavras para dizer tanto que tenho para dizer.   Para quê? Para quem? Para mim. A mim.   Acordo incrédulo, descrente... desnorteado!   Fico. Desperdiço o tempo que anseio sugar.   O tempo que passa não volta, e eu deixo-o passar sem nada fazer.   Fazer o quê?   Hoje não fiquei. Aqui. Agora, digo a mim próprio o que eu bem sei, para me fazer acreditar na minha própria verdade.   Não tenho pena de ninguém, ou quase. De mim muito menos.   Mereço. Sou capaz. Sou um felizardo da vida lenta que tenho. Outros, certamente merecem mais e têm menos.   ...
-+Desinterpretações!
1337 days ago
... aqui se fala, aqui se ouve, aqui se vê, aqui se é visto.   aproximamo-nos, mantendo-nos á distância; conhecemo-nos, sem nunca nos termos visto... deixamos que nos descubram, mas não nos encontram; descobrimos outros, mas não sabemos onde! surpreendem-nos, surpreendemos e por vezes surpreendemo-nos a nós próprios.   fantástica janela que nos proporciona uma imensidão...   gente tão próxima que estaria tão longe e gente de longe que tão de próximo vemos.   uma linguagem que todos entendemos, apesar da infinidade de culturas que aqui se cruzam. com as respectivas diferenças no fundo tão iguais! aqui não há idade, côr ou sexo, que numa primeira fase nos afaste em virtude de preconceitos. efectivamente, todos nos queremos conhecer. queremos comunicar, socializar, interagir, descobrir.   somos humanos - animais racionais.   ao não haver um espaço, um território, uma cultura ...
-+Cuba 03
1345 days ago
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-+3 anos antes de Pedro
1346 days ago
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